Conteúdo: devo escrever na primeira pessoa ou assinar enquanto marca?

No meu negócio devo falar na primeira pessoa ou assinar enquanto marca?

Esta é uma questão muito comum e que surge particularmente para empreendedoras que estão a lançar uma marca. Quando chega a altura de escrever e desenvolver conteúdo para o site e para as redes sociais, perguntam-se “Devo falar na primeira pessoa ou assinar enquanto marca?”. Ou seja, quando falamos de uma marca podemos falar do negócio como:

  • Uma pessoa – Ex: Eu ofereço serviços de …
  • Um grupo – Ex: Nós providenciamos um serviço …
  • Ou na terceira pessoa – Ex: A MarketingSoluções oferece serviços de …

E antes de tudo é importante perceber que não há resposta certa ou errada. Tudo depende do nosso caso específico. Mas aqui vai uma explicação de cada uma das opções para te ajudar a decidir qual é a opção ideal no teu caso.

Qualquer uma destas opções tem implicações na forma como potenciais clientes vão avaliar a nossa marca. Esta escolha poderá dar indicações:

  • sobre quem será responsável por acompanhar os clientes (uma ou várias pessoas);
  • o tamanho e estrutura da empresa ou marca;
  • o nível de conhecimento, experiência ou qualidade.

Falar enquanto pessoa, a nível individual

Por tudo o que referi, muitas pessoas que estão por trás de marcas recentes acham que se falarem na primeira pessoa o projecto parece mais pequeno, menos importante, com menos estrutura e dimensão.

Mas falar na primeira pessoa também tem benefícios importantíssimos para um negócio que está a dar os primeiros passos, particularmente nesta fase em que é preciso, de facto, criar uma ligação mais forte para impulsionar a marca. Falar na primeira pessoa projecta sinceridade e honestidade. Esta opção humaniza e personaliza a experiência. A ligação é mais fácil e a conexão é maior. Pessoalmente prefiro esta abordagem porque nos permite ter conversas reais entre pessoas reais.

Falar enquanto marca, em representação de um grupo

Por outro lado, falar enquanto marca é ideal quando há de facto várias pessoas envolvidas, quando se trata de uma equipa grande ou uma empresa. É uma opção mais corporativa e, por isso, inevitavelmente mais distante, mas também transmite potencialmente mais confiança e estrutura.

Mesmo não tendo uma equipa grande, esta pode ser uma opção. Se estás agora a lançar uma marca, trabalhas sozinha, mas tens ambições de a fazer crescer e contratar uma equipa num futuro próximo, pode fazer sentido adoptar desde o início essa postura – mantendo assim coerência no posicionamento e comunicação da marca.

Falar na terceira pessoa

Surge também frequentemente a questão “Devo falar na terceira pessoa?” particularmente para páginas tipo Sobre ou quando estamos a descrever quem somos, o que fazemos e que tipo de produtos ou serviços oferecemos. Esta opção transmite a ideia que alguém escreveu aquele conteúdo em nossa representação ou defesa. E em termos de posicionamento dá a entender uma certa superioridade.

Por este motivo, falar na terceira pessoa enquanto empreendedora deve ser evitado porque pode parecer inautêntico. A exceção para esta regra seria obviamente utilizar a terceira pessoa para situações em que outra pessoa nos estaria a descrever (como, por exemplo, um texto introdutório para apresentar um episódio de um podcast onde estarás presente ou, por exemplo, um evento).

Algumas diretrizes a considerar para tomar esta escolha de forma intencional

  1. Qual é a opção mais autêntica? A melhor regra a seguir é ser o mais transparente e autêntica possível sobre a nossa situação – de forma a não iludir os outros sobre o tamanho, composição ou experiência da marca ou empresa. Se o teu negócio és tu e o teu trabalho, provavelmente a melhor opção é falar na primeira pessoa e deixar a tua personalidade ser um facto distintivo.
  2. Qual é a opção mais comum no teu nicho? Olhar para o que outras empreendedoras, marcas e empresas da tua área estão a adoptar na sua comunicação e posicionamento pode ser um exercício interessante. Não para copiar, mas para gerar uma auto-análise. Analisa o site e presença nas redes sociais de 5 a 10 concorrentes. Isso irá ajudar-te a perceber as diferenças no posicionamento e a escolher a que faz mais sentido para ti e para o teu caso.
  3. Qual é a opção que faz mais sentido para o tipo de cliente que queres atrair? Em vez de pensares na tua preferência pessoal, eu desafio-te a colocares-te na posição do teu cliente e reflectires: Qual das opções é que faz mais sentido para o meu cliente? Qual das opções irá ter mais impacto no meu cliente de sonho e criar uma maior conexão?

De uma forma ou de outra, independentemente de optares por falar na primeira pessoa, falar enquanto marca ou na terceira pessoa, o mais importante é que o teu CONTEÚDO seja centrado no teu PÚBLICO-ALVO. Esse é o verdadeiro segredo. As nossas marcas não são sobre nós mas sim sobre as pessoas que servimos!

Espero que tenha ajudado alguém desse lado! Diz-me se sim, nos comentários, se foi o caso.

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