Não precisas de criar o momento de compra. Precisas de estar pronta quando ele acontece

A diferença entre fabricar procura e captá-la

Vou-te trazer um exemplo que ilustra muito bem como funcionamos enquanto clientes.

Na semana passada, dei por mim a querer cancelar todas as newsletters de marketing e negócios. Não porque não sejam relevantes. Mas porque, neste momento, receber tanta informação deixou de fazer sentido para mim.

O curioso é que, há uns meses, estava exatamente no movimento oposto. A querer absorver o máximo possível. E sei que esse movimento vai voltar. Porque já estive neste lugar várias vezes.

Se tens um negócio, sabes exatamente do que estou a falar.

Não estamos sempre no mesmo lugar.

Há fases em que queremos muito entender, resolver e avançar. Momentos em que sentimos essa necessidade de forma clara. E, nesses momentos, não precisamos de ser convencidas. Vamos à procura. Procuramos soluções, fazemos perguntas e investimos.

E depois há outras fases em que isso deixa de fazer sentido. Momentos em que preferimos silêncio. Em que não estamos a pensar em avançar ou investir. Em que, simplesmente, damos um passo atrás.

Ora, se nós funcionamos assim, o nosso cliente também.

O nosso erro? Tentar fabricar o momento da compra em vez de o captar

Fomos ensinadas a criar procura. A criar hype em relação às nossas ofertas. A “aquecer” audiências. A manter presença constante para gerar interesse. E, sem nos apercebermos, isso coloca-nos num lugar muito específico:

  • o de estar sempre a tentar provar valor
  • o de explicar mais
  • o de convencer quem ainda não está pronto.

Mas há algo importante e simples que não nos devemos esquecer: as pessoas entram e saem do momento de decisão.

As vendas mais fluídas não acontecem quando explicas mais. Acontecem quando falas para quem está pronto.

Reconhecendo que as pessoas entram e saem do momento de decisão, fica fácil entender que as melhores vendas não acontecem quando explicamos melhor. Nem quando entregamos mais valor. Nem mesmo quando respondemos a todas as objeções.

Acontecem quando a pessoa está no momento certo.

Quando ela já sabe o que quer. E, ao encontrar-te, reconhece: “é aqui.”

Reconhecer isto muda tudo.

Porque o teu trabalho não é criar esse momento. Não é convencer alguém a avançar. Não é empurrar uma decisão que ainda não existe.

O teu trabalho é estar preparada para quando esse momento acontece. Estar alinhada e reconhecível para a pessoa certa.

Porque é que vender começou a exigir mais

Se vender hoje te parece mais difícil do que antes, pode não ser falta de estratégia. Pode simplesmente ser porque a tua oferta e mensagem continuam a falar para quem ainda não está pronto.

E, quando isso acontece:

  • as conversas alongam-se
  • as decisões demoram
  • há interesse, mas menos ação
  • sentes que tens de explicar mais do que devias

Ou seja: a venda começa a exigir mais do que deveria. E não é suposto ser assim.

Um negócio alinhado e verdadeiramente sustentável não vive de convencer. Mas de falar com quem já quer resolver. E quando isso acontece, vender deixa de ser algo que carregas. Passa a ser algo que acontece.

Queres perceber se estás a falar para o cliente certo?

Se sentes que:

  • há interesse, mas menos decisão
  • estás a explicar mais do que antes
  • o teu conteúdo é útil, mas não converte como antigamente

Tudo isto pode ser sinal de desalinhamento. Entre a tua mensagem, a tua oferta e o cliente que está pronto. Queres um olhar de fora, direto e específico ao teu caso?

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Sara Vieira

Olá! Sou Mentora de Negócios e ajudo empreendedoras a vender de forma simples e fluída. É isso que procuras? Sabe como te posso apoiar na página Serviços.

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